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Sol dos Orixás

domingo, 11 de agosto de 2013

A Formação do Reino de Portugal

Favorecida pela sua localização geográfica, a península ibérica foi palco de sucessivas invasões e ocupações de vários povos. Seus historiadores relatam a ocupação pelos iberos, os primeiros a ocuparem a península a partir do terceiro milênio A.C, e dos celtas - vieram da Gália, hoje França - por volta do século VI A.C, o que deu origem à cultura celtibera. Ainda nesse período, comerciantes fenícios e gregos organizaram e fundaram feitorias no seu litoral interessados no comércio de minérios – abundantes em toda a península – em troca de produtos (escambo).


   A Lusitânia ocupava a parte central da península. Seu território foi alargado para o sul com a ocupação romana.

Nos séculos II e III A.C, no período das guerras entre Cartago e Roma, 

península foi invadida e dominada pelos romanos após duras lutas contra os lusitanos, povo celtíbero 
 

A romanização da península

Anexada ao império romano como província hispânica os povos da península rapidamente se adequaram a administração, língua, costumes, religião, legislação e urbanização romana. O processo de assimilação foi tão intenso e profundo que essa região é até hoje marcada pela presença latina, da qual somos herdeiros.

O enfraquecimento do Império Romano, a partir do século III, abre as portas da península, no século V, para novas invasões: Vândalos, Suevos, Alanos e Visigodos, conhecidos pelo nome de bárbaros. Concomitantemente consolidava-se, também, a cristianização desses povos, por meio do trabalho de catequese efetuado pelos missionários.

        Reinos europeus nos séculos V e VI. Os bárbaros eram povos da Ásia central, Rússia central, Europa oriental.

Os quadrinhos de Asterix, o gaulês, na imagem abaixo, com seu inseparável companheiro Obelisco, discutem a conflituosa relação dos bárbaros com os romanos.


(História - 29 de outubro de 1959, em Paris, a primeira aparição de Asterix, no jornal Pilote).

A invasão Muçulmana


Contudo, é no ano de 711 que ocorre a mais forte e duradoura invasão a península ibérica: a invasão dos árabes muçulmanos.
Atravessando o Estreito de Gibraltar, os árabes, liderados pelo general Tárik, derrota os visigodos e domina a península em quase toda sua totalidade.
 No início do domínio árabe, os povos cristãos ficaram restritos ao norte da península, no Reino das Astúrias, mas a partir do século XI, pouco a pouco conseguiram ampliar seu território. Foram fundados, então, vários reinos, entre os quais Aragão, Navarra, Leão e Castela. 


Unidos e protegidos, por uma imponente cadeia montanhosa, os cristãos deram início ao processo de resistência. Surgiram significativas vitórias e os muçulmanos começaram a recuar em direção ao litoral sul.

A luta contra os mouros muçulmanos durou cerca de sete séculos e ficou conhecida como Reconquista Cristã.Foi um conflito sangrento fundamentado nos postulados cristãos defendidos pelas Cruzadas (veja Box).

Auxiliados por muitos nobres franceses, engajados por questões de fé e interessados em receber terras em troca da ajuda - eram geralmente secundogênitos (indivíduo que foi gerado em segundo lugar) de famílias feudais - vinham, principalmente, da região de Borgonha, localizada no leste da França

Durante as guerras destacou-se o nobre Henrique de Borgonha que recebeu, como recompensa do rei de Leão e Castela, Afonso VI a mão de sua filha e as terras do condado portucalense.
Com a sua morte em 1114, seu herdeiro D. Afonso Henriques, assume a luta contra os árabes, mas também contra o rei de Castela e Leão, de quem era vassalo, pela autonomia do Condado Portucalense.

Rompendo os laços com Leão e Castela, em 1139, D. Afonso Henriques se proclama rei de Portugal e dá início a dinastia de Borgonha.
 Alguns anos vão se passar para que o papa Alexandre III reconheça, oficialmente, com a Bula Manifestis Probatum, de 23 de Maio de 1179, o novo reino ibérico. Com o reconhecimento da Igreja católica e dos castelhanos a independência de Portugal então se consolida apesar das eventuais investidas dos espanhóis em unificar a península sob seu domínio político.

  • Afonso Henriques, o Conquistador, estendeu seus domínios para o sul, até o rio Tejo, e fez de Lisboa com a ajuda dos cruzados, que iam para o oriente, sua capital.

Os árabes só foram definitivamente expulsos em 1249 com a conquista da região de Algarves.

Embora os árabes tenham permanecido na península por cerca de 700 anos e tenha ocorrido, naturalmente, um processo cultural de islamização, a cultura ibérica manteve-se predominantemente europeia e cristã. E foi justamente esse antagonismo que, segundo estudiosos, manteve acesa a chama da motivação para a luta e expulsão dos mouros, considerados infiéis. Contudo, apesar dessas diferenças religiosas os portugueses devem muito aos mouros o conhecimento e a prática nas áreas do comércio e navegação.

Os descendentes de D. Afonso Henriques governaram Portugal até o século XIV.

Reis da Dinastia de Borgonha ou Afonsina


D. Afonso Henriques, O Conquistador (1139-1185).
D. Sancho I, O Povoador (1185-1211).
D. Afonso II, O Gordo (1211-1233).
D. Sancho II, O Capelo (1223-1248).
D. Afonso III, O Bolonhês (1248-1279).
D. Dinis, O Lavrador, o Trovoresco e o Poeta (1279-1325).
D. Afonso IV, O Bravo (1325-1357).
D. Pedro I, O Justiceiro (1357-1367).
D. Fernando, O Formoso (1367-1383). 

Saiba Mais


As Cruzadas

O movimento das Cruzadas, iniciado no século XI, foi um importante movimento voltado para o fortalecimento político e religioso da Igreja Católica ocidental.

Foi útil, também, para o desenvolvimento das atividades comerciais no mediterrâneo, principalmente das cidades de Gênova e Veneza. Financiavam expedições militares em troca da proteção de algumas rotas conforme seus interesses comerciais.

Colaboraram, mesmo que casualmente, na solução do excedente populacional e deram conforto espiritual aos marginalizados já que não se pode analisar esse período sem considerar a forte religiosidade do período medieval.

Resumindo, podemos afirmar que as Cruzadas foram movimentos militares organizados para combater os inimigos dos cristãos: muçulmanos, cristãos ortodoxos, pagãos e hereges.




Fontes Bibliográficas:

Península Ibérica:


Cotrin, Gilberto. História do Brasil. Nova Consciência: dos primeiros povos ao século XVIII: 5ª série, 1ª Ed, São Paulo, saraiva, 2001.






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