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Sol dos Orixás

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A Revolução Inglesa

Triunfo da burguesia e dos valores capitalistas sobre a sociedade

A crise do século XVII
No século XVI, a Inglaterra havia se tornado uma grande potência econômica européia. O comércio marítimo com outras nações, as manufaturas de tecidos de lã e as colônias na América eram exemplos de sua prosperidade.

Mas, no século XVII, a situação mudou. A Europa atravessou um longo período de crise econômica, que afetou diversos países. Para que o Estado continuasse forte apesar da crise, os reis ingleses aumentaram os impostos de forma absurda. Com exceção dos nobres proprietários de grandes feudos e dos grandes comerciantes que recebiam privilégios do Estado, a maioria dos ingleses estava insatisfeita. Ninguém aceitava pagar tantos impostos ao governo.

No século XVII, o absolutismo dos reis da dinastia Stuart tornou-se tão opressor que acabou provocando a rebelião das classes sociais contrárias aos privilégios da aristocracia feudal.
Os camponeses, por exemplo, odiavam pagar tributos feudais aos nobres, os pequenos e médios fazendeiros, por sua vez, queriam liberdade para ampliar suas propriedades e os burgueses que precisavam desenvolver seus negócios eram sufocados pelas restrições mercantilistas.
Por todos esses motivos, não é difícil imaginar que as classes sociais insatisfeitas dirigiam seu ódio ao Estado absolutista. Afinal, o rei protegia os nobres e alguns burgueses privilegiados, enquanto o restante da população se sentia completamente oprimida.
Desde o século XIII já existia um Parlamento na Inglaterra. No início, tratava-se de uma assembléia de senhores feudais que controlava o rei. Com o passar do tempo, os monarcas absolutistas foram ganhando tanta autoridade que o Parlamento praticamente não era ouvido.
No século XVII, porém, a situação mudou: cresceu muito o número de parlamentares representantes da burguesia e da nobreza descontente, que eram as classes sociais que mais enriqueciam no país.

O Parlamento, então, ligado a essas classes que estavam se fortalecendo economicamente, queria ampliar seus direitos. Mas o rei tentava, a todo o custo, manter seus poderes absolutistas intactos.

A Guerra Civil
Chamamos de guerra civil um conflito que envolve o povo de um mesmo país. Na guerra civil inglesa (1641 – 1645), enfrentaram-se os exércitos fiéis ao rei e os exércitos leais ao Parlamento. Foi, portanto, uma guerra política.

Todas as classes sociais se achavam envolvidas nesse conflito. O rei Carlos I era apoiado pelos tradicionais senhores feudais e pelos grandes comerciantes, que mantinham monopólios mercantilistas. O parlamento, por sua vez, tinha apoio das classes revolucionárias: a burguesia, os artesãos, os camponeses, a pequena nobreza rural - chamada pelos ingleses de gentry - e os pequenos e médios proprietários, chamados de yeomen.

Além de política, a guerra civil inglesa foi também um conflito religioso. A Igreja Anglicana – criada pelo rei Henrique XVIII no século XVI - estava ligada ao Estado absolutista, ou seja, estava ligada a maioria dos senhores feudais.

A população em geral, porém, era em grande parte calvinista. Na Inglaterra e na Escócia, os calvinistas eram chamados de puritanos ou presbiterianos.

O rei tentou impor o anglicanismo em todo o país e esperava que o povo aceitasse o absolutismo como um direito divino. Os calvinistas, que formavam em grande parte o exército do Parlamento, não aceitavam a doutrina do direito divino dos reis.
Depois de batalhas sangrentas, o exército do Parlamento derrotou o exército real e o rei Carlos I foi preso e condenado à morte.

A Inglaterra tinha deixado de ser uma monarquia e tornou-se uma república.


No campo, a pequena nobreza rural (os gentry), e os pequenos e médios proprietários (yeomen) vinham enriquecendo. Quanto mais prosperavam, mais esses capitalistas rurais desejavam terras. Esse grupo dedicava-se à agricultura comercial: produziam e vendiam lã e alimentos para exportação. Para consegui-las eles começaram a cercar seus domínios, expulsando as famílias de camponeses que lá viviam. A essa prática deu-se o nome de cercamento.
À medida que os navios ingleses chegavam a lugares mais distantes levando mercadorias da Inglaterra, mais a gentry e os yeomen enriqueciam
.


O governo de Cromwell

Depois de vencer revoltas internas e externas contra seu governo, Cromwell promulgou, a partir de 1651, leis conhecidas como os Atos de Navegação. Essas leis diziam que todas as mercadorias que entrassem ou saíssem pelos portos da Grã-Bretanha só podiam ser transportadas em navios pertencentes a ingleses e com no mínimo, a metade da tripulação formada por ingleses.

Os Atos de Navegação favoreceram a burguesia britânica, especialmente os donos de navios, e prejudicaram os comerciantes holandeses, que lucravam com o transporte de produtos para a Inglaterra.

A Restauração da Monarquia
A pós a morte de Cromwell (1658), as classes abastadas – a nobreza feudal e a burguesia – concordaram em restaurar a monarquia. Carlos II, da dinastia Stuart, filho do rei decapitado, foi coroado em 1660.

Pela declaração dos Direitos (1689) o rei precisava da aprovação da maioria dos parlamentares para tomar as decisões mais importantes, como convocar o exército, criar impostos ou suspender leis.

A Inglaterra deixava de ser uma monarquia absolutista e tornava-se uma monarquia parlamentar. Os ingleses deixaram de ser apenas súditos adquirindo os direitos e deveres de cidadãos

Repercussão Mundial
A revolução inglesa, além disso, favoreceu o desenvolvimento do capitalismo¹. A partir de então, foram tomadas várias medidas favoráveis ao crescimento das manufaturas, das empresas rurais e da indústria naval. Tudo isso contribuiu para a liderança econômica e política da burguesia inglesa nos séculos seguintes. Essa revolução influenciou também o movimento de independência das Treze Colônias da América (1776) e da Revolução Francesa, em 1789. No Brasil, aconteceram tentativas de obter a independência com a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração baiana (1798)

¹ Capitalismo: sistema econômico em que predominam a propriedade privada dos meios de produção – terras, fábricas, máquinas, equipamentos, etc. -, as relações assalariadas de trabalho e a produção visando o lucro.


Habeas Corpus: direito de todos
Em 1679, o Parlamento inglês aprovou a Lei do Habeas-corpus, princípio pelo qual ninguém pode ficar preso sem a ordem expressa de um juiz. Assim, o habeas corpus limitou os abusos da autoridade, comuns na Inglaterra absolutista. Atualmente, o habeas corpus existe na Constituição de muitos países, inclusive no Brasil.
Qualquer pessoa, mesmo que não seja advogado, pode dar entrada a um pedido de habeas corpus em sua própria defesa.



Bibliografia:


  • Schmidt, Mario Furley. Nova História Crítica. 2ª Ed., São Paulo: Nova geração, 2002, pg. 18-23.

  • Boulos Júnior, Alfredo. História: Sociedade & Cidadania. 1ª Ed., São Paulo: FTD, 2006, pg. 97- 102.

4 comentários:

  1. Profeee, aqui tenho uma versão linda de Ave Maria, cantada por Beyoncéé
    http://www.youtube.com/watch?v=BncCFxON9VU
    Aposto q vc vaai gostar.
    Beiiijos

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  2. Erick,
    Ouvi e gostei muito. Já baixei também, viu?
    Muito obrigaa.

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  3. eu estou fazendo um trabalho complicado sobre a Inglaterra e a materia de Henrique xviii me ajudou muito muito obrigada bjs SARAH!!!!

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  4. GOSTEI MUITO DO SEU BLOGLE E MUITO EXCLARECEDOR.ADORO HISTORIA E ESPERO UM DIA SER UMA GRANDE ARQUEOLOGA.OBRIGADA.

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