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quarta-feira, 24 de junho de 2009

ABsolutismo

Como os reis europeus se tornaram absolutistas

Pode-se definir o absolutismo como um sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa, na época do Antigo Regime, nos séculos XVI ao XVIII.
No final da Idade Média(séculos XIV e XV), ocorreu uma forte centralização política nas mãos dos reis. A burguesia comercial ajudou muito neste processo, pois interessava a ela um governo forte e capaz de organizar a sociedade. Portanto, a burguesia forneceu apoio político e financeiro aos reis, que em troca, criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e impostos e melhorando a segurança dentro de seus reinos.

Os poderes dos reis absolutistas
Elizabeth I - Rainda da Inglaterra
Nos séculos XV e XVI o rei concentrava praticamente todos os poderes. Criava leis sem autorização ou aprovação política da sociedade. Criava impostos, taxas e obrigações de acordo com seus interesses econômicos. Agia em assuntos religiosos, chegando, até mesmo, a controlar o clero em algumas regiões.
Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que fosse contrária aos interesses ou leis definidas pelos monarcas.

Exemplos de alguns reis deste período:
Henrique VIII - Dinastia Tudor: governou a Inglaterra no século XVII
Luis XIV - Dinastia dos Bourbons - conhecido como Rei Sol - governou a França entre 1643 e 1715.
Fernando e Isabel - governaram a Espanha no século XVI.

Teóricos do Absolutismo
Muitos filósofos desta época desenvolveram teorias e chegaram até mesmo a escrever livros defendendo o poder dos monarcas europeus. Abaixo alguns exemplos:
· Jacques Bossuet: para este filósofo francês o rei era o representante de Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedecê-lo sem contestar suas atitudes.
· Nicolau Maquiavel: Escreveu o livro, O Príncipe, onde defende o poder dos reis. De acordo com as idéias deste livro, o governante pode fazer qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. Isso quer dizer que o governante pode usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos. É de Maquiavel a famosa frase: “Os fins justificam os meios."
· Thomas Hobbes: Escreveu o livro O Leviatã; defendia a idéia de que rei salvou a civilização da barbárie e, portanto, através de um contrato social, a população deveria ceder ao Estado todos os poderes
John Locke: Em seu livro Segundo tratado sobre o governo civil, Locke afirmava - diferentemente da teoria da origem divina dos reis - que o Estado havia sido criado pelos indivíduos com o objetivo de proteger a propriedade, a liberdade a segurança.




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