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sábado, 18 de abril de 2009

O Feudalismo e o Mercantilismo


O feudalismo foi um sistema socioeconômico que marcou a vida européia durante grande parte da Idade Média. Nesse sistema, a posse da terra era muito importante, pois as pessoas viviam diretamente daquilo que produziam no feudo.
Na sociedade feudal os principais estamentos eram a nobreza, o clero e os servos.
A nobreza era constituída pelos proprietários de terra que se dedicavam basicamente as atividades militares.
O clero era formado pelos membros da Igreja católica, destacando-se o alto clero, constituído pelos bispos, abades e cardeais.
Os servos representavam a maioria da população camponesa. Eram responsáveis por todos os trabalhos necessários à subsistência material como a produção de alimentos, roupas, criação de animais, etc.
Além desses três extratos sociais havia um reduzido número de escravos e uma pequena população urbana formada por pequenos artesãos e comerciantes que se dedicavam ao comércio. Mas, a partir do século XV, a terra deixou de ser a principal fonte de riqueza. O comércio, com a expansão marítima, tornou-se cada vez mais forte, até transformar-se na mais importante atividade econômica. Esse período, marcado pelo desenvolvimento comercial ou mercantil, é chamado de mercantilismo.
Ideologia do Mercantilismo
Metalismo: A riqueza de um Estado dependia do acúmulo de metais nobres (ouro e prata);
Balança de comércio favorável: para conseguir nobres metais nobres, o Estado mercantilista esforçava-se para exportar. Era preciso que os lucros com a exportação fossem maiores que os gastos com as importações.
Protecionismo: para que a balança de comércio fosse favorável, o Estado mercantilista adotou uma política de intervenção na economia, incentivando a produção de artigos competitivos que pudessem concorrer com vantagem nos mercados externos.
As Práticas Econômicas dos Estados mercantilistas

O Desenvolvimento das Manufaturas

A crescente procura de mercadorias gerada pelo mercantilismo estimulou a produção doméstica têxtil e a criação de oficinas de manufaturas. Tais sistemas desenvolveram-se em função da ação dos comerciantes que se interpôs entre o produtor e o consumidor. Ele era o empresário burguês que, de posse do capital, fornecia ao artesão a matéria-prima, as ferramentas, pagava o salário e se encarregava da venda do produto.
No período de inatividade no campo, o camponês e sua família trabalhavam nas oficinas conseguindo, dessa forma, aumentar a renda doméstica. A partir do século XVI, desenvolveu-se também a produção nas cidades. Nos centros urbanos, o comerciante reunia certo número de artesãos num determinado local, fornecia a matéria-prima, as ferramentas e se apropriava da produção, pagando por tarefa ou salário.
O artigo era fabricado segundo o princípio da divisão do trabalho, isto é, cada artesão executava apenas uma parte do produto, de modo que a mercadoria só estava acabada após passar sucessivamente por várias mãos.
A divisão do trabalho trouxe um significativo aumento da produtividade.

A medida que a demanda de mercadorias foi crescendo, aumentou também o controle sobre o trabalhador, forçando a população ao trabalho regular e sistemático. As pessoas que se recusavam eram punidas com prisões, multas e castigos pelas leis em vigor.
O pagamento de salários, a disciplina e a técnica foram se impondo e se generalizando. Os burgueses tornaram-se empresários capitalistas bem sucedidos. Os investimentos realizados por eles resultaram em avanços técnicos que aumentaram a produção e os lucros a custos cada vez menores. Sua ação alterou profundamente o sistema de produção, caracterizando a fase de manufatura específica dos séculos XVI, XVII e XVIII que antecedeu o surgimento da indústria mecanizada.
O Mercantilismo e o sistema colonial
Uma das principais consequências do mercantilismo, além da acumulação de capitais, foi a montagem do sistema de exploração colonial.
A função da colônia era complementar a economia de sua metrópole, produzindo matérias primas, metais preciosos e gêneros agrícolas de alto valor no mercado.
O comércio com as colônias era exclusividade da burguesia metropolitana, que vendia produtos manufaturados e escravos a preços elevados e adquiria as mercadorias coloniais a preço reduzido.

Além disso, as colônias eram proibidas de comercializar diretamente com outras nações e não podiam se dedicar à indústria e à navegação. Esse comércio desigual, fonte constante de atrito com os colonos, foi denominado pacto colonial. Ao pacto colonial estavam submetidos, na América: o Brasil, colônia portuguesa produtora de açúcar e de ouro; as colônias espanholas, vasto território que ia do México a Argentina, fornecedoras do ouro e da prata e as treze colônias inglesas - os Estados Unidos -, menos valorizadas por não possuírem condições de fornecer metais ou gêneros tropicais à Inglaterra. A venda dos produtos da colônia brasileira permitia à monarquia absolutista portuguesa sustentar a nobreza, o clero, uma dispendiosa burocracia e soldados na defesa das feitorias espalhadas pelos oceanos Atlântico, Indico e Pacífico.
Entretanto, por não ser um centro produtor de manufaturas, os produtos orientais e brasileiros foram utilizados por Portugal para saldar suas dívidas com a Inglaterra de onde importava tecidos, vinhos, armas, mobílias e jóias, além de serviços comeciais e de transporte. Assim, Inglaterra e Portugal foram assinando uma série de acordos que provocaram uma progressiva dependência portuguesa em relação aos ingleses.
Um dos mais importantes desses acordos é o Tratado de Methuen (1703). Este acordo determinava que Portugal devesse comprar os tecidos da indústria inglesa enquanto a Inglaterra compraria os vinhos portugueses (esse acordo também é conhecido como Tratado dos panos e vinhos).

impossível fazer a guerra sem homens, -manter homens sem soldo, fornecer-lhes o soldo sem tributo, arrecadar tributos sem comércio" . Traité de I'ÊconomiePolitique. In: Pierre Deyon. O Mercantilismo, p.51.

Conclusão:
A Inglaterra recebia nosso ouro e o utilizava em seu desenvolvimento industrial enquanto Portugal permanecia como um país agrícola e atrasado.

Referências Bibliográficas

Petta, Nicolina Luiza de, Eduardo Aparício Baez Ojeda. história: uma abordagem integrada: volume único, 1.ed., São Paulo: Moderna, 1999.

Boulos Júnior, Alfredo. História: Sociedade & Cidadania, 1. ed., São Paulo:FTD, 2006.

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