Minhas Imagens

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Sol dos Orixás

quarta-feira, 18 de março de 2009


O Analfabeto Político
Berthold Brecht


O pior analfabeto
É o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce à prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

Atividades
Qual o pior analfabeto?
O que tal analfabeto não sabe?
O que nasce da ignorância política?

Fonte: http: //www.planetaeducacao.com.br

Os cegos e o elefante

Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como seus conselhos eram excelentes, todas as pessoas os procuravam quando tinham algum problema. Embora fossem amigos, havia certa rivalidade entre eles, que, de vez em quando, discutiam sobre quem seria o mais sábio.
Certa noite, depois de muito debaterem sobre a verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:- Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que os outros a verdade da vida. Mas, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando, como se quisessem ganhar uma competição. Não agüento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e foram ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou: - Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; e eles não se movem; parecem paredes.
- Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando a presa do elefante, este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra.
- Ambos se enganam - retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca; é uma cobra mansa e macia.
- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante - Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante.
- Vejam só! Todos vocês, mas todos mesmo estão completamente errados! Irritou-se o sexto sábio, tocando a cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.
E assim, ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e lhe disse:
- Viu? Cada um deles disse a sua verdade, mas nenhuma delas é totalmente correta. Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos. Se soubessem ouvir e compreender o outro, e se observassem o mundo de diferentes ângulos, alcançariam o conhecimento e a sabedoria.

Conto do Budismo Chinês. folhazen.multiply.com/journal/item/151/151.
Acessado em 08/02/2009


segunda-feira, 16 de março de 2009

Como estudar História


Domingo, 15 de Março de 2009

Espero que vocês gostem de história como eu. Por isso, para que vocês possam desenvolver uma técnica de estudo em que realmente ocorra uma boa aprendizagem e não simplesmente uma “decoreba” aqui fica a minha sugestão. É assim que eu faço quando encontro um texto complexo. Funciona comigo e espero que funcione para você também.
Fica aí a minha sugestão.


Professora Tânia Oliveira

Como Estudar História

1. Leitura do texto;
2. Nova leitura, desta vez sublinhando as palavras desconhecidas do texto;
3. Trabalhando as palavras com a utilização do dicionário:
3.1 Elaboração e organização por ordem alfabética de um glossário;
3.2 Buscando no dicionário o significado das palavras desconhecidas;
4. Nova leitura do texto usando as palavras pesquisadas no dicionário;
5. Sublinhando as ideias centrais contidas nos parágrafos;
6. Elaboração de resumo;
7. Desenvolvendo atividades: exercícios de fixação do livro didático;

As Qualidades de um Texto

Concisão: significa que devemos ser precisos, práticos e objetivos, ou seja, não abusar das palavras para exprimir uma ideia. Significa eliminar tudo aquilo que é desnecessário.
Correção: em caso de dúvidas não hesite em consultar a gramática e um dicionário.
Elegância: Consiste em tornar agradável a leitura do texto. Lembre-se que nenhum texto bonito cai do céu. Isso é possível quando se observam as qualidades apontadas acima. A elegância deve começar pela apresentação do texto, isto é, deve estar limpo, sem borrões ou rasuras e com letra legível. É muito comum alguém afirmar que não tem letra bonita porque a letra dele é assim mesmo e... pronto! Não é verdade. Ninguém nasce sabendo escrever ou ler. A gente adquire conhecimento durante toda a nossa vida e, na maioria dos casos, essa desculpa é uma forma de justificar nossa negligência.
Texto adaptado de Ernani Terra e José de Nicola. Redação básica – Brinde do livro Minigramática – Scipione, São Paulo, 1997.

Produção de pesquisa

1. Introdução: É a síntese da pesquisa ou tema que será abordado no desenvolvimento.
2. Índice: Lista indicando as páginas em que os itens, títulos ou tópicos são mencionados na pesquisa.
3. Desenvolvimento: Nesta fase o aluno (a) descreverá sobre o assunto especificado na introdução exprimindo as ideias mais importantes.
4. Conclusão: Concluindo o trabalho o aluno (a) deverá enfatizar a importância do que foi assimilado e abrir espaço para sugestões ou opiniões.
5. Anexos: Quando houver ilustrações imagens, monumentos, paisagens, gráficos, tabelas, mapas, etc.
6. Bibliografia: São os livros pesquisados ou, se for o caso, o site utilizado Internet.
• Boulos, Alfredo Júnior. História: Sociedade & Cidadania. 1ª Ed., São Paulo: FTD, 2006, Pág. 19-24.
• www.veja.com.br Acesso em 17.03.2009.

Construção e Avaliação do portfólio

O portfólio é um álbum (pasta) que deve conter todas as atividades desenvolvidas em sala de aula no bimestre. Os alunos serão orientados na construção deste álbum durante todo o ano letivo. Abaixo alguns itens importantes que devem ser observados:
I. O portfólio deve ser organizado em uma pasta com vários plásticos;
II. Os textos devem estar organizados de acordo com a sequência cronológica em que são trabalhados no bimestre;
III. A entrega deverá ocorrer no prazo estipulado pela professora, sempre durante o período de aula do aluno (a). Em caso de falta no dia da entrega, somente serão recebidos os trabalhos dos alunos que apresentarem atestado médico de acordo com o regimento interno do Centro Educacional 03. Nenhum professor, equipe da direção ou funcionário da escola poderá receber o portfólio do aluno que faltar a aula no dia da entrega do mesmo.

Critérios de Avaliação

1. Estética, Organização, Ilustração;
2. Conteúdo completo: Os textos devem estar organizados de forma cronológica de acordo com os fatos ou com a sequência das aulas.
3. Enriquecimento do álbum com atividades anexas (imagens, reportagens, entrevistas, curiosidades, depoimentos, estatísticas, etc.);
4. Assiduidade: Durante as aulas o aluno (a) poderá esclarecer dúvidas assim como refazer, quando necessário, as atividades do bimestre anterior.

O painel acima da página, pesquisado e produzido pelo designer Sérgio Albiero, é uma homenagem ao povo afro-brasileiro. Encontra-se, atualmente, exposto na sala de História do Centro Educacional 03 do Guará.